MASP - 1/05
Integrantes do grupo: Caroline Baccaro, Débora, Rafael Machado, Rodrigo Cuba Fomos ao MASP (Museu de Arte de São Paulo) para visitar a nova exposição que se iniciou no dia 24/04 de Vik Muniz e permanecerá no museu durante dois meses e meio. Essa exposição já percorreu vários países e teve uma grande repercurção até finalmente chegar ao Brasil. O que mais chamou a atenção nos quadros protegidos por vidros nos dois andares do salão, foi o tipo de material utilizado (tudo aquilo que possamos imaginar, desde algo valioso como o diamante até as coisas mais descartáveis, inúteis e que muitas vezes não sabemos o que fazer com elas, como o lixo ou pó, por exemplo) e a forma como ele compôs os trabalhos. Se observarmos algumas obras de perto sentiremos uma imensa dificuldade de distinguir o que aquela imagem significa, apenas conseguiremos ver alguns fragmentos, como no caso do auto-retrato desse artista, só conseguimos entender a imagem se vista à distância, pois perto apenas avistamos manchas coloridas que a princípio não fazem muito sentido, e menos ainda ao lermos a legenda da obra. Após descermos as rampas que levam para o piso debaixo nos deparamos com três vídeos feitos por um colaborador de Vik Muniz, o fotógrafo Fabio Ghivelder. Os vídeos funcionam como um making of do trabalho de ‘Vik’, mostrando como ele montou as imagens. Algumas delas eram feitas em cima de grandes panos brancos estendidos no chão ao qual Muniz acrescentava o material e depois fotografava as montagens de cima mostrando o resultado final. Um dos vídeos expostos foi feito a partir da animação de 3 mil fotografias e será exibido através de um monitor de plasma colocado no chão para que o próprio espectador compreenda a visão do artista ao trazer ao público aquela obra além de proporcionar uma certa interatividade entre os trabalhos e os observadores. Se pararmos para pensar chegaremos a mesma conclusão que Leonel Kaz, responsável pela vinda da exposição ao Brasil, de que esse artista faz um grande diálogo com a comunicação, ou seja, transmitir uma mensagem, a idéia dos trabalhos, de forma criativa por meio dos matérias e de como ele os organizou. Ao invés de usar só tinta, colagem de folhas de revistas, carvão, por que não utilizar pasta de amendoim, espaguete com molho de tomate, peças de quebra cabeças entre outros para se transmitir uma idéia? Se o objetivo principal de Vik era cativar e atrair a atenção do espectador ele conseguiu, não só pela forma como ele fez isso mas também pelos diversos temas que sua coleção apresenta, desde a imagem da Mona Lisa feita passando por Che Guevara, mostrando o retrato de Elizabeth Taylor, a imagem de Narciso contemplando sua própria face na lâmina das águas de um lago e até mesmo menções às pinturas da arte acadêmica. Não conseguimos por fim escolher uma única obra favorita pois são muitas, então deixamos a critério de cada visitante escolher a fotografia do trabalho que mais lhe agradar. O acervo é rico e contagiante. É uma exposição que vale a pena conferir. 
Escrito por dpm 03 às 09h45
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